Saiba como controlar o fluxo de caixa da sua empresa – Roma Business Consulting

Saiba como controlar o fluxo de caixa da sua empresa

Saiba como controlar o fluxo de caixa da sua empresa

Você já esteve em uma situação de fragilidade financeira? Se sentiu inseguro ou preocupado com o caixa da sua empresa? Saiba que isso ocorre com muitos gestores!

Em uma pesquisa nacional recente identificou-se que, para 92% dos empresários, o fluxo de caixa representa um risco financeiro. Isso quer dizer que, para a maioria dos empreendedores, a arte de dominar seu fluxo de caixa simboliza segurança quando se trata de finanças.

Vale a dica: O simples controle de entradas e saídas de caixa é o primeiro passo para mudar os rumos de sua empresa, mas está longe de ser o suficiente! É preciso ir além! Controles simples como a segregação do caixa em operacional e não operacional, o entendimento sobre o ciclo financeiro da empresa e a necessidade de capital de giro, irão fazer toda a diferença para melhorar a performance financeira da sua empresa. É preciso aplicar essa ferramenta do jeito correto – e é aí que muitos empresários se perdem.

Como controlar o fluxo de caixa da sua empresa

Apesar de parecer algo complicado, o passo a passo de como fazer um bom  fluxo de caixa é muito simples, e exige apenas responsabilidade, dedicação, transparência e cuidado com os números.

Antes de entrarmos em como fazer um ótimo controle e projeção de fluxo de caixa, faço uma pergunta: Se alguém lhe dissesse que o relatório de caixa mensal é o melhor a se fazer, você seguiria?

E se eu disser que a melhor forma de realizar o controle da sua empresa é por meio de anotações diárias?

Sim, o modelo de caixa financeiro ideal é aquele com todos os detalhes possíveis sobre o dia a dia financeiro da empresa. O controle diário é total e não deixa nenhuma brecha para erros. Com ele em mãos, também podemos projetar o fluxo de caixa para os próximos meses e antecipar decisões muito importantes para o futuro financeiro da empresa.

O fechamento de caixa diário permite, ainda, a conferência dos saldos bancários e cruzamento das movimentações, uma auditoria de caixa necessária para evitar falhas/erros e, inclusive, em alguns casos, inibir roubos.

Para montar este controle, você pode utilizar diferentes ferramentas. Se você já tiver um sistema que controle suas operações de forma integrada  (software), ele deve ter um módulo de controle de caixa. Se ainda não tiver investido nisso, há no mercado bons aplicativos ou planilhas  que podem suprir sua necessidade.

Independentemente da ferramenta de controle que você escolher, o importante é que se preocupe com a qualidade das informações imputadas.

Aqui irei detalhar um modelo de controle bem simples que vai ajudá-lo a entender como iniciar  de forma prática e rápida esse controle.

Inicialmente você deve classificar as entradas e saídas em categorias, já na projeção diária. Costumamos utilizar  as entradas em uma coluna e as saídas na outra para facilitar o fechamento dos saldos diários e categorização da movimentação. Todas as contas bancárias podem ser gerenciadas em um único lugar, desde que estas sejam identificadas e seus saldos somados ao final do dia para o fechamento de caixa. Veja o modelo abaixo.

 

Modelo de ferramenta para controle diário do caixa

Modelo de Fluxo de Caixa 1

Montar um fluxo de caixa simples é assim: basta lançar (anotar) tudo o que sai e entra, com cálculos diários. Dessa forma, detalhando todos os dias, calcular o fluxo de caixa será uma tarefa mais fácil e segura, capaz de ajudar na organização e controle financeiro da sua empresa. Possibilitando melhores estratégias e domínio dos recursos.

Com o controle e a conferência diária da movimentação do caixa e sua categorização, você poderá acumular as entradas e saídas, criando um acompanhamento, uma espécie de “resumo” que dará muita clareza na hora de pensar sobre as estratégias de caixa.

 

Modelo de quadro resumo do fluxo de caixa

Modelo de Fluxo de Caixa 2

O quadro resumo pode ser feito para uma avaliação mais avançada, ele permite que você some, ou seja, acumule as categorias, podendo assim identificar onde está concentrado o maior volume de gastos, o que facilita muito na hora de analisar.

Observe no modelo que existe uma divisão dos gastos entre operacionais e não operacionais. Sendo as categorias listadas acima do saldo operacional, categorias relacionadas ao dia a dia da empresa, sem influência de endividamento ou investimento.

Nesta linha, caso o subtotal do caixa operacional seja positivo, podemos dizer que a operação da empresa GERA CAIXA. Possivelmente, o lucro estaria abastecendo o caixa e o ciclo financeiro estaria adequado. Agora, se o resultado for o inverso, o saldo operacional for negativo, vamos precisar focar as estratégias na operação, possivelmente reduzir custos, revisar preços e prazos de recebimento e pagamento seja necessário.

Na parte final do Quadro resumo, você pode trabalhar organizando as entradas e saídas não operacionais, oriundas de decisões normalmente do passado, que podem ajudar a operação,  mas não estão ligadas ao dia a dia daquele mês. É o caso dos fluxos de caixa de financiamentos, que são empréstimos, parcelamentos fiscais ou dívidas das mais variadas.

Com esta divisão você terá um mapa do território atual das movimentações do seu caixa, isto é muito valioso na hora de agir para melhorar sua situação.

Você pode também, no mesmo controle, lançar uma previsão de quanto se gastará e receberá nos próximos meses. Faça isso no mesmo modo anterior, dia a dia. Dessa forma, montar o fluxo de caixa projetado ajudará você a antecipar sobra ou falta de recursos em um futuro próximo e antever soluções para essas decisões. Sugere-se uma projeção mínima para os próximos 90 dias.

Colocar o seu negócio nos trilhos através de um bom fluxo de caixa é mais simples do que imagina. Então, não espere mais para aplicar este instrumento dentro da sua empresa!

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