O “novo normal”: prepara-se para o pós-crise e ganhe vantagem competitiva! – Roma Business Consulting

O “novo normal”: prepara-se para o pós-crise e ganhe vantagem competitiva!

O “novo normal”: prepara-se para o pós-crise e ganhe vantagem competitiva!

A mudança repentina na situação econômica do país e o impacto na situação financeira das empresas requer um processo de tomada de decisões mais eficiente, com a aplicação rápida de medidas.

A forma de fazermos negócios está mudando, seja em relação a produtos, a cadeia logística, a gestão de compras, aos fornecedores ou mesmo com o consumidor que passará por modificações no seu jeito de consumir. O novo modelo de negócios a ser definido, terá influência direta na configuração das sociedades empresariais afetando seus produtos e diretamente os seus tributos.

Muitos empresários não se deram conta, de que não basta somente ajustar a forma de comercializar o produto, a mudança será bem maior: os custos, preços e tributos à eles atrelados, já não são mais os mesmos e precisam de revisão profissional. Inúmeros são os exemplos de operações que terão impactos significativos nos próximos anos, dos quais destaco algumas recomendações sobre o período de crise e pós-crise:

1 – Atuar no mundo digital. É necessário abandonar o “faz de conta de que estou na internet” ou sua empresa tem presença e atuação digital ou não! Não dá para “perder tempo”. Serão raras as empresas ou setores da economia que irão poder dizer “eu não preciso investir no mundo digital”. As empresas que se posicionarem dessa forma, poderão ter sérios problemas com suas vendas, é necessário se REINVENTAR! Aqueles que já atuam há mais tempo no mercado digital, tem vantagem competitiva;

2 – Plataformas de venda on-line (e-commerce). Em muitos casos este será o canal de vendas principal, a loja física ficará como uma segunda opção do cliente. Se pretende investir forte em uma loja on-line, não se esqueça da necessidade de um estudo de viabilidade financeira, incluindo a análise de retorno e o valor do investimento, controle de estoques, tributos, capital de giro e custos de distribuição.

3 – Tendência de consumo. Já existe uma tendência das pessoas realizarem as compras e consumirem em casa. Exemplo: 95% das lojas Starbucks foram reabertas na China, mas o movimento na loja física é 50% menor. Essa mudança de consumo impacta diretamente na estrutura de custos e produção. Se a Starbucks precisa se reinventar, imagine como fica a sua empresa?

Os maiores varejistas americanos já demitiram mais de 1 milhão de pessoas e devem reempregar somente 85% deles ao fim da crise, a explicação é que o comércio tradicional vai encolher.

4 – Educação on-line. A forma de ensinar e aprender passará pelas aulas virtuais, canais de redes sociais e/ou plataformas. Atender a necessidade dos clientes com informação e conteúdo que realmente agregue, informe de verdade valerá muito! Haverá uma verdadeira revolução na forma de como se aprende em todos os níveis.

7 – Nova forma de trabalhar. A forma de trabalhar vai mudar muito, em 2018 o Brasil já era o terceiro país do mundo com a ampliação das atividades para o modelo home office (47% nos últimos três anos), perdendo apenas para a China (com um aumento de 54%) e Singapura (com um aumento de 50%). As mudanças na forma de atender, se reunir e executar nossas tarefas diárias irão modificar as leis trabalhistas e a visão dos juízes do trabalho. Fique atendo, busque ajuda para implantar técnicas e ferramentas que ampliem a produtividades dos seus colaboradores, mesmo que estes estejam atuando a distância, você pode e deve medir a performance da equipe. Não se esqueça também de ter por perto a orientação de um excelente advogado trabalhista, mudanças exigem adaptações e estas geram riscos, tenha muito cuidado!

5 – Mudanças nos controles de estoques. Com a crise, a opção pela filosofia de controle “just in time”, talvez não seja a mais ideal! Ampliar os níveis de estoques mínimos para garantir a segurança no abastecimento, será essencial para aquelas que dependem da importação ou tem longas cadeias de abastecimento, a filosofia “just in case” será para muitos a melhor opção, o globalismo, ou seja as redes de comunicação entre os continentes, passará por sofrer grandes alterações uma vez que o protecionismo poderá imperar nas relações internacionais. Então a nossa dica é: cuide dos processos e controle de perto o consumo e a organização dos estoques, a cadeia de valor será crucial na gestão de custos.

6 – Gestão estratégica de custos. Não haverá mais espaço para desperdícios, a profissionalização das ferramentas de controles financeiros e estoques será indispensável. Com as eminentes modificações em produtos, logística e formas de venda, quem vai sair na frente é aquele que souber trabalhar a filosofia do “fazer mais com menos”, isto certamente ampliará a sua lucratividade. Deve haver por parte do empresário uma busca incessante por economia tributária, substituição de insumos por materiais similares com menor custo e principalmente aqueles que reduzam o ciclo de produção. Otimizar e não desperdiçar a mão-de-obra, com a aplicação de processos, controles mais robustos e processos administrativos bem definidos. A troca de reuniões presenciais por call e/ou videoconferências, a redução significativa de gastos com grandes feiras e/ou eventos, a redução de viagens nacionais e/ou internacionais, gerará uma redução significativa dos gastos.

6 – Indústria digital. Com as novas tecnologias e a inteligência artificial, haverá um grande e rápido avanço da indústria digital. A interação entre a força de trabalho humana e das máquinas, tornará a indústria mais eficiente, sendo a inovação o principal agente transformador desse processo. Estamos “entrando de cabeça” em uma nova revolução, a tecnologia vai impulsionar a produtividade permitindo que máquinas sejam capazes de enxergar, ouvir, sentir e enviar dados pela internet em tempo real, para que sejam operadas de maneira muito mais eficiente. A crise irá acelerar ainda mais este processo.

6 – Modelos de negócio.  Um modelo de negócio forte é a base de todo negócio bem-sucedido. Com a crise financeira, expansão de tecnologias e mudanças nas formas de comercialização, dificilmente o modelo de negócio que você tinha em 2019 não precisará de adaptações. infelizmente muitos empresários falham ao se adaptar, pois se apegam à modelos ultrapassados que não trazem os resultados necessários para o momento em que vivemos. Um novo modelo de negócio, eficiente, contempla um plano societário, financeiro e tributário, capaz de ampliar os resultados de forma saudável e contínua.

6 – Gestão tributária e contabilidade gerencial.  O Brasil é considerado referência para o mundo, no que diz respeito ao sistema de arrecadação e tributação. São diversas e complexas leis, impostos com alíquotas que oscilam conforme as relações que mantemos com clientes, fornecedores e colaboradores.

Infelizmente muitos empreendedores não têm por hábito revisar sua tributação, e não citamos aqui a escolha da tributação, ou seja Lucro Real, Presumido ou Simples, destacamos aqui a revisão do seu modelo de negócios, a sociedade, os CNPJ e sua configuração (holdings, fusão, aquisição, matriz, filial, coligada, controlada, entre tantas outras formas de configuração das operações) . Existem diversos cases de empresas que devido à configuração do negócio estavam com a tributação muito acima do que era devido, por simples falta de revisão ou mesmo por desconhecimento.

Isso vale para as dificuldades financeiras, não ter uma informação contábil de qualidade muitas vezes impede o acesso à linhas de crédito mais atrativas, existe uma cultura impregnada, principalmente nas empresas de menor porte de “que a contabilidade é um mal necessário”, mal sabem eles que a contabilidade gerencial e a gestão tributária são forças decisivas na manutenção da empresa. Os empresários perdem dinheiro e por vezes grandes oportunidades de negócio, por não terem habilidades ou apreço a esse tema, tem receio de uma segunda opinião ou acham que isso é um gasto e não um investimento necessário, com retorno garantido.

Para você empresário que quer ter vantagem competitiva ao construir o “seu novo normal” com melhores resultados a nossa dica é: PRIORIZE AÇÕES RELACIONADAS AO SEU FINANCEIRO, isso inclui a gestão tributária e sua reestruturação. Estas ações poderão definir o rumo dos negócios de agora em diante.

Por fim, não veja a crise só como um momento de tempestade, de escuridão, é necessário sim fazer o tema de casa: reduzir custos e cuidar das finanças, mas será mais necessário se REINVENTAR!

Pense em investir em novas áreas, em tecnologia, no mundo digital e em outras oportunidades de negócio. Busque ampliar a profissionalização e ajuda profissional, haja rápido para se posicionar em um novo momento, haverá sim um “novo normal”, não se sabe exatamente como será esse “novo normal”, o bom é que este momento nos permite estar com uma folha em branco nas mãos, sendo assim podemos ditar as novas regras, descobrir e fazer uma nova história, o futuro está em nossas mãos.

Não se esqueça!!! Neste cenário ou você aprende se reinventa ou ficará fora das melhores oportunidades. Nossa dica é: se prepare com agilidade, busque ajuda profissional, identifique as suas fraquezas e as fortaleça.

Não espere as dificuldades chegarem!  Chegou a hora de poder contar com ajuda profissional qualificada em gestão, que fará a diferença no seu negócio!  Fale com um consultor especializado da RomaBC! Deixe aqui seu contato para que possamos conversar:

Clique aqui e vamos conversar:

** Autora Rosane Machado

** Sobre autora:

É Consultora empresarial, Palestrante, Contadora e Mestre em Ciências Contábeis. Possui larga experiência na área de contabilidade gerencial, com ênfase em gestão estratégica de custos, gestão de riscos e controladoria. Atuou em empresas multinacionais, na área de controladoria. Atuou como professora de graduação presencial e EAD em Universidades como: Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS, Centro universitário FEEVALE, Faculdades Monteiro Lobato, entre outras. Foi Coordenadora do Curso de Ciências Contábeis e do Núcleo de Apoio Fiscal- NAF. Participou do grupo de pesquisa Gestão de Tecnologia da Informação (GTI); É autora de artigos científicos e livros na área de contabilidade gerencial e Internacional (IFRS). Atualmente é Diretora de Controladoria da Roma Contabilidade e consultoria, professora de pós-graduação MBAs na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS); UNILASALLE; FAPA e ULBRA, nas áreas de contabilidade gerencial, societária, internacional (IFRS) e Administração Financeira e Palestrante de cursos de curta duração (Extensão) em diferentes instituições, entre elas: ACI, ACIS, SULPETRO e ABRASEL.