O custo atribuído ao Ativo Imobilizado (Deemed Cost): Quando é possível a aplicação? – Roma Business Consulting

O custo atribuído ao Ativo Imobilizado (Deemed Cost): Quando é possível a aplicação?

O custo atribuído ao Ativo Imobilizado (Deemed Cost): Quando é possível a aplicação?

O custo atribuído ao Ativo Imobilizado (Deemed Cost): Quando é possível a aplicação?

Autora: Letícia Tessmann

Iniciamos este artigo explicando o que é o Deemed Cost? Este é o custo atribuído aos ativos imobilizados e trata-se de uma forma de identificação daquele conjunto de ativos que ainda conseguem gerar fluxos de caixa futuro.
O princípio do Deemed Cost é o mesmo de uma avaliação patrimonial, ou seja, podemos atribuir aumentos no valor dos bens, desde que não ultrapasse o seu valor justo, ou seja, aquele valor que não pode extrapolar uma mensuração baseada no valor de mercado.
Quando a empresa optar por adotar o Deemed Cost, deverá ser assegurar que o avaliador indique a vida útil remanescente dos ativos e o valor residual previsto por meio de um laudo técnico.
Atualmente uma empresa que possui um ativo imobilizado (antigo permanente) registrado no seu Ativo Não Circulante (antigo realizável a longo prazo), depreciam pela taxa apontada pelo fisco, mas esta nem sempre é uma forma real de depreciação, por que muitas vezes a empresa possui um Bem que poderá ser depreciado em 50 anos e não em 20 anos como é apontado pelo fisco.
Claro, que para o devido reconhecimento de um Deemed Cost precisamos de um bom laudo fundamentado para aplicação, a seguir algumas informações primordiais para a adoção:
Internas: informações sobre a vida útil dos ativos, informações contábeis, e especificações técnicas;
Externas: Informações referentes ao ambiente econômico em que a empresa opera;
Conservação dos bens: informações referentes à vistorias, período de uso, localização geográfica; e
Vida útil remanescente: obtido através das informações sobre usos e manutenção do ativo.
Um exemplo de alteração seria, uma empresa que possuía um terreno registrado pelo custo de aquisição no ano de 1994 de R$ 170.000,00, contudo após avaliação de uma empresa especializada identificou que o valor justo do terreno, baseado em sua localização e pesquisa de mercado, é de R$ 3.000.000,00. Vamos supor que a adoção foi realizada em 01/01/2013.
Cálculo da Deemed Cost, conforme exemplo acima:

Se esta empresa tivesse somente o valor de imobilizado como ativo, ficaria da seguinte forma seu Balanço Patrimonial pós ajuste de IFRS:

Neste exemplo trabalhamos com o terreno, que não possui uma taxa de depreciação, mas nos casos de imobilizado que são afetados pela depreciação, a nova taxa deve ser aplicada desde o início do imóvel, neste caso 1994. A adoção neste caso impactou diretamente no valor do nosso ativo, valorizando ele.
O IFRS (International Financial Reporting Standards), citado anteriormente significa Normas Internacionais de Relatórios Financeiros que regulam todas as mudanças contábeis que estão ocorrendo no Brasil e através dos CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) possibilitaram que as empresas se adequassem à normas aplicadas internacionalmente, isto facilita tanto para o usuário da informação como para um investidor de outros país, que tem a certeza da acurácia das demonstrações financeiras.
As normas contábeis (IFRS) devem ser adotadas por todas as empresas, sejam elas grandes ou microempresas, claro que para pequenas e médias empresas, existem normas e regras um pouco mais “brandas” do que para empresas de grande porte, inclusive a exigência de publicação de peças contábeis (conjunto de demonstrações) é bem menor. Procure um contador especializado e aborde sobre esta temática tão importante.

** Se você tem interesse no tema Deemed Cost, a Roma Business Consulting poderá te auxiliar, somos especialistas em Adoção das Normas Internacionais e possuímos parceiros para realização dos laudos técnicos.

Sobre a Autora: LETÍCIA TESSMANN

Contadora, Especialista e Mestre em Controladoria. Possui larga experiência em demonstrações financeiras, consolidação de empresas nacionais e internacionais, reporte à casa Matriz, auditoria e controladoria. Atuou por mais de 6 anos em empresas multinacionais, tais como Ernst & Young, Gerdau e Yara Brasil Fertilizantes, nas áreas de auditoria externa, contabilidade e financeira. Participou por 4 anos de grupos de pesquisa, na área de Ética e Responsabilidade Social Empresarial Professora UNISINOS, FACCAT. Atualmente é professora de graduação e pós-graduação em Universidades como UNIRITTER, e FAPA nas áreas de contabilidade. É autora de artigos científicos e capítulos de livros nas áreas de Responsabilidade Social e Controladoria. Atualmente é Diretora e Consultora da Roma, atuando como especialista em projetos relacionados a Controladoria, Processos e Auditoria Interna.