8 DICAS para reduzir o impacto FINANCEIRO da Crise no seu negócio – Roma Business Consulting

8 DICAS para reduzir o impacto FINANCEIRO da Crise no seu negócio

8 DICAS para reduzir o impacto FINANCEIRO da Crise no seu negócio

Nos últimos dias, muitos de nós empresários seguimos as recomendações quanto a prevenção à saúde bem como, ações emergenciais que impactaram no fechamento ou redução de atividades comerciais e de prestação de serviços privados, não essenciais. A imensa maioria das empresas teve suas atividades paralisadas ou reduzidas, seja por decretos ou pela inibição do consumo, criado pelo isolamento social, relacionado à Pandemia do Novo Corona vírus – COVID-19.

Esse fato, por si só, já permitiu que pudéssemos prever uma redução significativa no nosso fluxo de entrada de dinheiro, impactado pela redução no faturamento das empresas, mas as projeções para os próximos meses se agravam ainda mais porque não se trata de um fato isolado, que afeta somente a nossa empresa.

O impacto econômico provocado por esta crise, pode ser devastador principalmente para as médias e pequenas empresas, já que trabalham com um “fluxo de caixa justo”, em outras palavras “não possuem uma gordura para queimar”.

Pensando em ajudar aos empresários a reduzir a intensidade das dificuldades, preparamos algumas dicas que podem ser um excelente início para elaborar medidas que irão proteger o seu negócio. Confira!

8 DICAS para reduzir o impacto FINANCEIRO da Crise no seu negócio

  1. Presença digital e Serviços de delivery

Encontre formas de ampliar seu faturamento de forma digital!

Redes sociais e plataformas de vendas vão te ajudar a ampliar suas vendas, não foque nas desculpas, ADAPTE-SE.  Faça atendimento remoto, por telefone, WhatsApp ou chamadas de vídeo.  Expanda os seus canais de venda! Se já tem um e-commerce ou delivery disponível, trabalhe na sua divulgação.

  1. Qualidade do serviço e Home office

Encontre uma forma de NÃO diminuir a qualidade dos seus produtos ou serviços, e sim tente mantê-los. Se possível, opte por trabalhar de casa e faça reuniões virtuais com seus Colaboradores.

  1. Enxugue a estrutura e reduza os custos

Avalie e reavalie os custos, o momento é de focar em ações para o fluxo de Caixa. Sabe aqueles gastos que todo mês você postergava para reduzir? O FOCO deve ser nesses. O momento traz justificativas suficientes para repensar todos os gastos fixos, negociar com os parceiros e colaboradores. Tire um tempo para isso!

Identifique tudo aquilo que não agrega valor e corte o mais breve possível! Analise suas contas e desenvolva iniciativas para economizar água, energia, insumos e outros. Não se esqueça de envolver a sua equipe na ação, isso fará a diferença pós pandemia.

  1. Férias aos colaboradores

Aproveite o pouco movimento durante o período de quarentena para liberar funcionários que estejam com férias a vencer. Pode-se pensar em férias individuais, coletivas por setor ou coletivas para toda a empresa.

A nova MP 927 (Medida Provisória) do governo trouxe a possibilidade de pagamento do 1/3 de férias apenas para novembro e o pagamento do líquido de férias até o quinto dia útil após o gozo. Utilizando este benefício, sua empresa reduz gastos, avalia-se como uma melhor forma de manter o colaborador parado neste momento, SEM IMPACTO no fluxo de caixa.

Não se esqueça que neste período você reduz as despesas de alimentação e transporte!

  1. Fornecedores e compras 

Negocie com seus fornecedores em caso de dificuldade de caixa e/ou inexistência de um capital de giro, solicite a prorrogação de títulos, com antecedência, assim você demonstra o comprometimento em querer honrar com seus compromissos, esta atitude pode auxiliar pós corona, ou mesmo em futuras negociações. Evite comprar muitas coisas de uma vez, isto reduz o investimento em estoque e minimiza futuras perdas.

Se houver muito estoque acumulado pense em alternativas para vendê-los.  Saia do convencional e pense como os novos canais de venda podem auxiliar na baixa do estoque. Promoções, combos, venda para colaboradores, se a estratégia for levantar recursos, seja CRIATIVO!

  1. Empréstimos e financiamentos bancários

Alguns bancos já se posicionaram e anunciaram a prorrogação de parcelas já contratadas. Entre em contato com seu gerente e avalie se as condições se aplicam ao seu contrato.  Para a maioria dos bancos este pedido não é automático e precisa ser solicitado formalmente.

Outra dica, não aceite nenhum tipo de refinanciamento, são extremamente onerosos e possuem incidência de IOF! Tenha cuidado pois as contas contraídas neste período precisarão ser pagas.

Cuide com a parcela! Ela precisa caber no bolso no futuro, não comprometa seu caixa com parcelas altíssimas e que talvez prejudiquem seu futuro!

Identifique linhas de crédito disponíveis especificas para a crise. Elas tendem a ter taxas mais atrativas além de carência e condições melhores para pagamento.

Confira mais informações em:

https://www.infomoney.com.br/negocios/bancos-anunciam-prorrogacao-de-dividas-horarios-exclusivos-e-aumento-de-limites-em-meio-a-coronavirus/

https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/imprensa/noticias/conteudo/bndes-lanca-primeiras-medidas-para-reforcar-caixa-de-empresas-e-apoiar-trabalhadores-que-enfrentam-efeitos-do-coronavirus

  1. FGTS, Simples Nacional e Parcelamentos fiscais

A regulamentação da Receita Federal. Resolução 152 de 18/03/2020 permitiu que as empresas optantes pelo Simples Nacional tivessem suas guias prorrogadas, sendo o vencimento de 20/04 prorrogado para 20/10; o vencimento em 20/05 para 20/11 e  20/06 para 21/12.

Outro item, que foi divulgado pelo governo como uma medida para auxiliar as empresas é o adiamento por três meses do pagamento do FGTS. A suspensão de pagamentos do FGTS depende de aprovação de projeto de lei do Congresso Nacional ou da edição de uma MP. O prazo de pagamento ainda não foi definido e pode ser superior a 12 meses.

http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idAto=107839

Utilize estes benefícios e ganhe folego no seu fluxo de caixa, mas cuidado, é apenas uma prorrogação DE PRAZO e não há por enquanto, dispensa de recolhimento!

  1. Trace um novo cenário financeiro

Você tem motivos suficientes para planejar o seu caixa! Elabore uma planilha resumida para projeção de cenário para três meses, seja conservador! Nem pessimista demais e nem otimista ao extremo.

Trabalhe com três grandes grupos de categorias:

  • Entradas já faturadas e a faturar
  • Saídas emergenciais (aquelas que precisam ser pagas)
  • Saídas Negociadas – Aquelas que poderão ser negociadas

Lance todas as suas contas e faturamentos e levante o líquido do seu caixa, mês a mês. Não esqueça, nas entradas é necessário prever uma possível inadimplência. A soma dos fluxos de caixa estimado para os próximos três meses irá te trazer clareza de quanto de recurso você precisará para suportar este período de 90 dias.

Se você dispõe de capital financeiro que supere este valor, ótimo! Se não dispõe, precisa identificar possibilidades de crédito capazes de abastecer sua empresa com o recurso suficiente para este período.

Como o momento é de incerteza não saia correndo contratando grandes empréstimos! Avalie as linhas disponíveis e a real necessidade de recurso.

⚠ATENÇÃO E CUIDADO COM SEU FLUXO DE CAIXA! ⚠

  • Planejamento e controle são o melhor caminho para superar a Crise!
  • Neste cenário de total incerteza econômica devemos agir com organização, planejamento e controle. Isto fará toda a diferença na manutenção do seu negócio, na identificação de oportunidades e melhores estratégias.

Precisa de ajuda para organizar seu fluxo de caixa? Converse com um de nossos especialistas. Nós podemos te ajudar a traçar um bom plano emergencial para sua empresa superar esta crise!

 

 

Autora Rosane Machado

** Sobre autora:

É Consultora empresarial, Palestrante, Contadora e Mestre em Ciências Contábeis. Possui larga experiência na área de contabilidade gerencial, com ênfase em gestão estratégica de custos, gestão de riscos e controladoria. Atuou em empresas multinacionais, na área de controladoria. Atuou como professora de graduação presencial e EAD em Universidades como: Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS, Centro universitário FEEVALE, Faculdades Monteiro Lobato, entre outras. Foi Coordenadora do Curso de Ciências Contábeis e do Núcleo de Apoio Fiscal- NAF. Participou do grupo de pesquisa Gestão de Tecnologia da Informação (GTI); É autora de artigos científicos e livros na área de contabilidade gerencial e Internacional (IFRS). Atualmente é Diretora de Controladoria da Roma Contabilidade e consultoria, professora de pós-graduação MBAs na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS); UNILASALLE; FAPA e ULBRA, nas áreas de contabilidade gerencial, societária, internacional (IFRS) e Administração Financeira e Palestrante de cursos de curta duração (Extensão) em diferentes instituições, entre elas: ACI, ACIS, SULPETRO e ABRASEL.