5 passos simples para evitar a falta de caixa – Roma Business Consulting

5 passos simples para evitar a falta de caixa

5 passos simples para evitar a falta de caixa

Autora: Letícia Tessmann

O isolamento social e as restrições de abertura do mercado relacionado ao novo corona vírus – COVID-19, causaram redução significativa na entrada de recursos de muitas empresas. O impacto econômico desta crise, ainda pode ser devastador principalmente para as pequenas e médias empresas, em especial as que trabalham com um “fluxo de caixa apertado”.

Ao estruturar e gerenciar o fluxo de caixa, alguns empresários acabam fazendo escolhas erradas, seja pela falta de experiência, descontrole ou desconhecimento da gestão financeira. O que compromete o correto gerenciamento, estratégias adequadas e boas avaliações.

Neste artigo, preparei 5 passos simples para que você possa evitar a falta de caixa. Confira as dicas de ouro para fazer uma boa gestão do seu caixa!

1. Contar com recurso que ainda não está 100% confirmado

A famosa frase, “contar com o ovo da galinha”, quem já não ouviu isto e para o gerenciamento de recursos do caixa ela se aplica muito bem. O ideal é que você aguarde os recebimentos se concretizarem antes de realizar algum desembolso, evitando que o caixa fique negativo.

Vamos trabalhar com um exemplo hipotético: você efetua uma venda parcelada em 5 vezes e a primeira parcela será paga pelo cliente após 30 dias, isso significa que o recurso só estará disponível daqui 30 dias, muitos empresários acabam gastando o recurso antes mesmo dele entrar, sem se dar conta que correm risco do cliente atrasar ou mesmo de surgir uma despesa mais urgente, lembre-se que IMPREVISTOS ACONTECEM!!

2. A confusão entre pessoa física e jurídica

A conta da empresa não é a sua conta pessoal! Esta confusão é muito comum nas empresas e muitas vezes um recurso que o colaborador do financeiro estava contando para pagar aquele boleto ou até mesmo uma parcela do financiamento acaba “evaporando” de uma hora para outra.

O empresário precisa estabelecer um valor de pró-labore e entender que o caixa da empresa não é sua conta bancária pessoal. O pró-labore precisa ser estimado com base na seguinte premissa: caso eu venha a faltar na minha empresa, quanto um profissional com a mesma formação e expertise vale hoje no mercado? Com esta visão definida o empresário consegue estabelecer um valor real e justo de renda mensal e evita as possíveis surpresas no gerenciamento do caixa.

3. Comprar ou investir sem planejamento

As compras ou os investimentos realizados sem planejamento, são passíveis de futura dor de cabeça. Seja para ampliação da estrutura industrial, ou melhoria das instalações do escritório, ou mesmo adquirir novo maquinário para melhoria da produção, todos estes investimentos devem ser medidos no caixa e verificados se cabem ou não no fluxo conforme as projeções futuras de entrada de recursos. Mesmo que o investimento caiba no planejamento futuro você precisa também identificar se as projeções são otimistas demais, isso também incorre em erros, faltando o recurso lá na frente.

As compras também precisam ser controladas, muitas vezes a pessoa desta área que não possui uma política bem definida, acaba comprando itens para o estoque por impulso e isto acaba implicando muitas vezes em quantidades e valores excessivos de produtos no estoque. O estoque que fica parado, que não apresenta uma movimentação e um retorno em curto ou médio prazo, pode identificar um gasto feito por impulso, um bom controle da curva ABC e gerenciamento do estoque evita que o recurso fique retido resultando na falta de dinheiro para outras necessidades. FIQUE DE OLHOS nas suas compras e investimentos por IMPULSO!

4. Estimativas fora da realidade

As estimativas de caixa, pode te ajudar ou te TRAIR! Sim, uma estimativa de recebimento ou entrada de caixa errada, pode te levar a ter sérios problemas com o gerenciamento do seu caixa.

Para formar uma estimativa seja de recebimento como de pagamento, você deve ter em mente o cenário econômico, o mercado e a sazonalidade do seu negócio. Você não pode ser tão otimista que irá projetar vendas irreais, como também não precisa ser tão pessimista que acaba prejudicando até futuras vendas, no caso de não adquirir a matéria-prima no período necessário para viabilizar futura produção. SEJA CONSCIENTE e estime conforme a realidade e sazonalidade já conhecidas, Claro! Em períodos como este que estamos vivendo, de pandemia, você deve ter cautela, mas também não seja pessimista ao extrema, em algum momento o mercado deverá retomar.

5. Capital de giro e a parcela que cabe no bolso

Neste momento de incertezas financeiras, estamos vendo uma crise de liquidez, não de escassez de recursos, já foram várias linhas de crédito disponibilizadas aos empresários, muitas delas baseadas no faturamento e até sem garantias reais.

O crédito fácil e rápido é um atrativo, quando há incertezas de recebimento dos clientes parece ser uma solução maravilhosa! Mas cuidado, você precisa analisar o seu caixa, a parcela precisa caber no seu bolso. Sendo assim, com uma boa estimativa de entradas e saídas, REAIS!

Você pode e deve projetar um capital de giro para atravessar esta crise! Caso seja necessário captar recurso para isso, o ideal é que as parcelas de pagamento deste empréstimo tenham um período de carência, evitando assim desembolsos nos próximos meses de pandemia. O ideal é que a parcela calculada seja do tamanho do seu “bolso”, para não gerar maiores “dores de cabeça” no futuro. Se você não tem condições de analisar o seu caixa, contrate um profissional ele fará a análise e te dará o caminho necessário a ser seguido.

Precisa de ajuda para organizar o seu caixa? Precisa de ajuda para colocar em prática as dicas que nós compartilhamos aqui com você? Converse com um de nossos especialistas. Nós podemos te ajudar a traçar um bom plano para sua empresa superar esta crise!

** Autora Letícia Tessmann

** Sobre autora:

Contadora, Professora e Palestrante. Especialista e Mestre em Controladoria. Possui larga experiência em demonstrações financeiras, consolidação de empresas nacionais e internacionais, reporte à casa Matriz, auditoria e controladoria. Atuou por mais de 6 anos em empresas multinacionais, tais como Ernst & Young, Gerdau e Yara Brasil Fertilizantes, nas áreas de auditoria externa, contabilidade e financeira. Foi professora de graduação da UNISINOS e FACCAT. Atualmente é professora de pós-graduação em Universidades como UNIRITTER e FACCAT, nas áreas de contabilidade e controladoria. É autora de artigos científicos e capítulos de livros nas áreas de Responsabilidade Social e Controladoria. Atualmente é Diretora e Consultora da Roma, atuando como especialista em projetos relacionados à Processos e Auditoria Interna.